Reflito sobre um processo que enfrentei e 2015. Não passei pela prova dando glória a Deus, mas, certamente após alguns anos percebi o quanto aquela determinada condição me moldou me fazendo mais forte e uma pessoa melhor.
Fico admirada com algumas pessoas que estão nesse momento enfrentando processos bastante difíceis e mesmo assim conseguem irradiar bondade e amor. Meu pai foi um desses exemplos, mesmo diante das dores físicas provocadas pelo câncer, ele conseguia manter uma positividade impressionante que vinha de sua fé inabalável.
Penso que é essa confiança na espiritualidade que nos faz passar pelas pedras e continuar andando. Acho bonito. É tão bom saber que não estamos sozinhos. Pensar nisso me conforta.
Quando a vida me enviou uma prova mais pesada do que eu imaginava conseguir suportar me questionei sobre o porquê e não encontrava a resposta, juro que tentei ver a situação com positividade, mas, nem sempre isso é possível, contudo, após um ano de tratamento alcancei a cura e surpreendentemente me vi uma pessoa diferente, mais madura, menos vaidosa e mais grata pelas coisas simples da vida como o fato de poder piscar sem precisar de um colírio e saborear cada alimento com presença.
Deus não me livrou daquela situação, mas, certamente me ajudou a passar por ela, surgiram alguns “salva-vidas” durante a tempestade, a ajuda financeira chegou com a quantia exata necessária para pagar pelo meu tratamento e com carinho fui atendida por uma profissional que enxergava minhas dores emocionais, além das físicas, na época tive também o aconchego de pessoas queridas que verdadeiramente torciam por mim.
Demorou mais do que gostaria, mas, passou e hoje relembro dessa história desejando que a lição tenha sido aprendida para que não seja preciso repeti-la, agradeço a Deus pelo apoio e fico feliz pela superação.
Às vezes não se trata de entender a razão, mas, de aceitar os processos confiando que no fim haverá uma transformação maior e mais bonita do que se pode imaginar.
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